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O Renascimento da ANBEJ
...A idéia de uma associação de ex-bolsistas e ex-estagiários
nasceu de papos regados a uísque e guaraná, entre o então
"turism-man" Enos Moura e o autor destas linhas, em festas do Consulado
do Japão. Era início dos anos 80 e a diferença dos "líquidos"
que regavam esse sonho devia-se à condição presbiteriana
do primeiro sonhador. Nessa "conversa de Associação"
caíram, naquele tempo, o hoje "cearense" do Banco do Nordeste,
Rideval, o nosso Otávio, da Refesa, e os coronéis Walter Moreira
Lima e Ilo, egressos do Porto do Recife e Diper.
Em maio de 1980, a futura Anbej debutou nas páginas do Diário,
com o jornalista A. Rodrigues noticiando os primeiros movimentos para sua
fundação.
Na Festa do Japão, em 29 de abril, os ex-bolsistas e estagiários
receberam um esboço de estatuto para sugestões.
Aí o sonho parou. Por quê? Não lembro. Em 1984, novamente,
Enos Moura retomou a idéia. O Grupo cresceu, aparece o Masaru Orashi
e teve início a efetiva colaboração da Jica. Inúmeras
reuniões foram feitas. A minuta do estatuto foi discutida, aprovada
e remetida aos futuros sócios.
A primeira Assembléia Geral foi marcada para o auditório do
Incra e teve um comparecimento maciço. O estatuto foi democraticamente
discutido, emendado, acrescido, até que o texto básico foi definido.
Naquela reunião, a Assembléia Geral decidiu que a comissão
preparatória, presidida por Enos, passasse à condição
de diretoria provisória até a realização das eleições.
Aí... houve nova parada. A Anbej, fôlego curto.
A eleição só ocorreu em setembro de 1986 e a diretoria
provisória foi confirmada. Os estatutos foram publicados e registrados,
com muita luta e pouco dinheiro. Algumas reuniões, planos e outra vez
parou a Anbej.
Enos Moura transformou-se em zeloso pastor de almas presbiterianas e renunciou,
por absoluta e compreensível falta de tempo. O ano de 1987 foi o início
da "volta por cima". Masaru Orashi assumiu a Presidência e
com decidido apoio da Jica, muitos planos foram traçados.
Nova eleição foi convocada (só
o custo do anúncio no jornal limpou os cofres magros da Anbej) para
a sede do Diper, sendo eleita a atual diretoria cujo, "fôlego"
pode ser medido pela publicação deste primeiro informativo.
Aí, a história chegou ao presente e o "historiador"
fica dispensado.